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Gestores e stakeholders se encontram on-line para revisão dos projetos

Nesta terça-feira (08/07), gestores e stakeholders (partes interessadas no projeto) se reuniram em sala virtual, num total de 32 participantes, para conhecer os principais resultados de cada um dos oito projetos que compõe o Programa de Investimento Florestal (FIP) do Plano de Investimentos do Brasil (PIB).

A diretora do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Marta Giannichi, abriu a reunião enquanto nova interlocutora do ministério para o FIP. Parabenizou os gestores dos projetos pelos resultados alcançados em 2019, que constam no relatório de Monitoramento (M&R) produzido pelo projeto FIP Coordenação.

A dinâmica da reunião aconteceu em dois blocos, sendo o primeiro dedicado aos projetos FIP ABC, CAR, Monitoramento e IFN; e o segundo, a FIP Paisagens Rurais, Macaúba, DGM e Coordenação. Ao final de cada bloco, os participantes poderiam fazer perguntas pelo chat.

As apresentações começaram com Mateus Tavares, coordenador técnico do Projeto ABC Cerrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que falou sobre os resultados do projeto, encerrado em novembro de 2019. “Desenvolvemos seis cursos EAD que estão disponíveis na plataforma do Senar, para o público em geral, baseados nas seis tecnologias de agropecuária sustentável do Projeto ABC”, disse. O projeto terminou, mas ficou um legado acessível.

A analista ambiental pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Lilianna Mendes Gomes, porta-voz do FIP CAR, projeto com orçamento de 24 milhões de euros, o mais alto da carteira, apresentou os resultados de 2019 (confira todos em documento anexo ao final do texto), com destaque para o apoio recente ao módulo de Análise Dinamizada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estados do bioma Cerrado.

O representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações  (MCTI), Alfredo Pereira, trouxe os avanços do FIP Monitoramento Cerrado nos estudos para prevenção e controle do desmatamento e dos incêndios florestais. O mapeamento Terrabrasilis, a plataforma Cerrado DPAT e a plataforma de simulação de Risco de Propagação de Fogo foram as principais iniciativas destacadas.

O Projeto FIP IFN contou com a exposição de Humberto Navarro sobre os desafios para realizar o Inventário Florestal Nacional em tempos de pandemia e como retomar os trabalhos de campo pós-Covid19. Entre os resultados de 2019, ele citou o lançamento do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF) e a participação no congresso da União Internacional das Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO), com lançamento da publicação Florestas do Brasil.

Assim, encerrou-se o primeiro bloco. Katia Favilla, da Rede Cerrado, perguntou sobre o FIP CAR junto aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Piauí e Goiás. Lilianna Gomes, do SFB, respondeu que as empresas contratadas para fazer o CAR nessas localidades estão em contato com as comunidades e que há uma boa comunicação acontecendo.

Com a pandemia, os trabalhos estão parados, inclusive por exigência dos próprios comunitários. Katia Favilla afirmou que a Rede Cerrado está a disposição para contribuir na conscientização dos PCTs sobre a importância da regularização ambiental e acesso a crédito proporcionada pelo Cadastro Ambiental Rural.

SEGUNDO BLOCO

O segundo bloco da reunião começou com a fala do assessor técnico da Agência de Cooperação Alemã GIZ para o FIP Paisagens Rurais, Adolfo Dalla Pria. Ele destacou os avanços do projeto na seleção de 20 bacias hidrográficas com pastagens degradadas, capacitações de técnicos de campo em metodologia ATeG e assistência técnica iniciada em 14 bacias no ano de 2019. Com a pandemia, este projeto também teve as atividades de campo suspensas, mas os pecuaristas receberam orientações e materiais para continuar as atividades produtivas com segurança sanitária.

Álvaro Carrara, do FIP DGM, destacou a capacitação de beneficiários em cursos, a conclusão de 54 subprojetos até o segundo semestre de 2020 e o caráter de governança e tomada de decisão em conjunto do projeto. Pelo Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA), a senhora Lucely Pio, especialista em fitoterapia, agradeceu a atuação do projeto nas localidades atendidas e destacou o apoio que está sendo dado às famílias durante da pandemia da Covid19.

Johannes Zimpel, diretor da Inocas, a start up que executa o FIP Macaúba, ressaltou que este, apesar de ser o menor projeto pela abrangência e pelo investimento, têm obtido ótimos resultados e reconhecimento internacional. Até o final de 2019, foram plantadas macaúbas em 502 hectares de 33 fazendas.

A principal notícia compartilhada por ele na reunião foi a parceria firmada com uma penitenciária, no município de Patos de Minas (MG), para produção de mudas de macaúba. “O principal gargalo são as mudas, que só germinam 3% na natureza. Essa parceria será terapia ocupacional, capacitação profissional, fonte de renda e redução de pena para os detentos”, afirmou. “Se a macaúba fosse utilizada em todos os pastos degradados do Cerrado, seria possível compensar metade das metas de compensação de carbono prevista no Brasil”, apontou Johannes.

O gestor do FIP Coordenação, Pedro Bruzzi Lion, destacou o objetivo do projeto de proporcionar integração e sinergia entre os demais sete projetos. A gerente de projetos do Banco Mundial, Bernadete Lange, frisou que em 2021 o Brasil comemora 10 de participação no Fundo de Investimento do Clima (CIF).

Confira aqui a apresentação com os principais resultados de cada projeto em 2019.