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Cozinha comunitária alia renda e preservação dos recursos naturais do Cerrado

Uma cozinha comunitária que reúna mulheres do município para transformar as frutas do Cerrado em polpas e doces: iniciativa simples, mas que faz a diferença junto às comunidades quilombolas de Pedra Preta, Puris e Brejo São Caetano, localizadas entre as cidades de Manga e Montalvânia (MG).

Além da renda com a venda dos produtos, a comunidade ganha sustentabilidade ao beneficiar frutos do extrativismo, conservando a biodiversidade local. O projeto recebeu apoio do DGM Brasil e tem como agência executora o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA/NM).

Além da estrutura da cozinha (uma construção com 71 metros quadrados), o projeto inclui os equipamentos necessários para a produção de polpas de caju, araticum, pitomba, umbu, manga e acerola, e beneficiamento de outros produtos da agricultura familiar.

“Esse projeto é muito importante porque é o primeiro dedicado exclusivamente às mulheres da comunidade. Estamos esperando a pandemia de Covid-19 passar para começar a equipar a cozinha e trabalhar nela”, disse a secretária da Associação Remanescente Quilombolas de Pedra Preta e coordenadora do projeto Vale dos Quilombos – Negra Cerrado, Marília Ramos Santos.

O Projeto também oferecerá cursos sobre beneficiamento de frutos do Cerrado; boas práticas de produção de alimentos; produção de doces, geleias, compotas, licores, bolos e salgados. O objetivo é capacitar, empoderar e fortalecer as mulheres atendidas. O projeto consegue promover o desenvolvimento econômico e social de caráter coletivo com foco na proteção e recuperação ambiental, por meio da preservação dos recursos naturais. O recurso total aplicado foi de R$ 120 mil reais.

PANDEMIA

 Devido à pandemia do Covid-19, as reuniões de trabalho do Comitê Gestor Nacional do DGM Brasil estão ocorrendo on line desde março. Na última reunião extraordiária, em maio, foram debatidas questões relacionadas ao monitoramento do projeto e um apoio emergencial aos subprojetos apoiados pelo DGM Brasil enquanto persistir a pandemia.

O comitê é composto por representações interessadas locais (incluindo indígenas, quilombolas e tradicionais) e representantes do governo federal. Participam das reuniões também os membros da direção e coordenação do CAA/NM, agência executora do DGM no Brasil.